TAÇA BRASIL SUB-15/2011

TAÇA BRASIL SUB-15/2011
MUITO OBRIGADO OBRIGADO A TODOS!!!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Desarme



“Desarme é a técnica, que o jogador adquire, de impedir que o adversário progrida ou receba a bola em condições de levar perigo ao seu gol”. (MELO, p.68)
O desarme está inserido na marcação, e é fundamental para a obtenção do contra-ataque.
“Desarmar é o ato ou efeito de recuperar a bola, de toma-la do adversário, sendo uma conquista da marcação bem feita”. (LEAL, p.59)
De acordo com (TENROLER, p.89), na defesa o atleta deverá utilizar o corpo para:
“- bloquear a bola;
- lutar pela recuperação da bola;
- “atacar” constantemente seu oponente;
- dificultar ao máximo as ações de quem está com a bola;
- movimentar-se com rapidez;
- tentar deslocar o adversário para a lateral da quadra;
- estar pronto para contra atacar quando recuperar a bola.”
O contra-ataque é o prêmio da “boa defesa”. É comum observarmos equipes que aplicam uma marcação ativa e consistente, terem várias oportunidades de contra atacar.
“Desarmar é o ato ou efeito de recuperar a bola, de tomá-la do adversário, sendo uma conquista da marcação bem feita”. (LEAL, p.59)

Abraços !!!
Postado por vandecofutsal

Fragmentação de uma ação ou manobra

Bem, falando sobre treinamentos hoje quero postar aqui sobre a questão da FRAGMENTAÇÃO DA AÇÃO, isso seria você pegar a movimentação, a jogada ou algo similar e fragmentar todos os passos para o sucesso dela. O que acontece muito é o técnico chegar no treinamento e querer colocar uma jogada logo de cara para a equipe e quer exigir dos atletas que toda complexidade da jogada seja executada com perfeição o mais rápido, assim acaba "robotizando" os atletas que na hora do jogo somente irão repetir os movimentos e ações treinadas, sem outras possibilidades, porque foram condicionados a isso.
A fragmentação vem para fazer com que o atleta entenda o movimento, pense em possíveis alternativas, algo assim. O que acontece nesta ação é simplesmente o treinador colocar o atleta para fazer cada um dos movimentos separadamente, sem estar com a bola, somente para que ele memorize e armazene a informação para que na hora da execução possa realizar da melhor maneira possível.
Um exemplo disso é como se fosse uma jogada de lateral que você tem o jogador que executa a reposição e a movimentação dos outros jogadores, assim podemos pegar por posição e desenvolver o trabalho fragmentado, ou seja, o movimento é desenhado do ponto de inicio ao ponto final da movimentação dentro da jogada, então será executado somente aquele movimento ex: ATLETA 01: “Está na Ala Oposta, faz uma corrida em diagonal para o fundo da quadra”, todos os atletas irão realizar repetidas vezes este movimento separadamente. ATLETA 02: “Esta centralizado na quadra ofensiva, irá correr até a marca do pênalti e trocar de direção para ir ao encontro da bola, depois corre para o centro da área”. ATLETA 03: “O atleta se encontra do mesmo lado da bola e fará uma corrida para o lado oposto da quadra até chegar à ala”. ATLETA 04 “Está no local onde seria a cobrança do lateral, faz uma corrida até onde estava o atleta 02, simulando que ele receberia um passe ‘pisado’ deste, indo de encontro a bola”. Observação: É uma jogada apenas ilustrativa, somente um exemplo de movimento.
Então o que quero deixar claro é que cada um destes movimentos inicialmente seriam trabalhados separadamente para que fossem memorizados, após isto todos os atletas poderiam entrar em qualquer posição que saberão qual o movimento a ser realizado, agora depende apenas de acertar o tempo de jogada. Enfim, isto é mais fácil para o entendimento do atleta e facilita o trabalho da comissão para novas criações, dentro destas movimentações poderão sair inúmeras variações principalmente com a ajuda dos atletas, pois como está no post anterior, precisamos fazer nossos atletas pensar no jogo, não apenas no movimento repetido.
Finalizando, fica ai a dica para quem quer fazer render os treinamentos e evitar os desgastes inúmeros das correções que são feitas por causa de uma corrida errada, um movimento invertido, etc. Na hora da execução da jogada. Obrigado a todos!
Postado por Samuel em seu blog.

DETALHES TÁTICOS

DETALHES TÁTICOS
Professor Esp. Vanderlei Wosniak

Ao pensarmos em tática, faz-se necessário considerar alguns fatores de fundamental importância:
- Raciocínio: os atletas têm que pensar no que vão realizar durante o jogo - os padrões, o posicionamento, as jogadas – precisam ser realizadas de forma consciente. As jogadas táticas requerem excelente sintonia entre os atletas que a executam;
- Comunicação: às vezes, os técnicos encontram dificuldades para transmitir o que querem aos seus atletas (falam demais, e ninguém compreende nada). A comunicação não se faz apenas de forma verbal. Em muitas situações é necessário que o técnico demonstre, exemplificando o que foi citado. Outro aspecto importante na comunicação salonista é o vocabulário que utilizamos. Muitas vezes é mais inteligente ser compreendido do que demonstrar muita cultura;
- Velocidade da bola: é de fundamental importância na preparação tática de uma equipe. A velocidade da bola determina a velocidade dos movimentos. Por exemplo, o atleta que vai receber a bola, tem que Ter a velocidade de seu deslocamento em sincronia com a velocidade do passe.
- A linha da bola: é talvez a principal referência para o posicionamento dos jogadores, tanto ofensivo quanto defensivo. Por exemplo, ao defender, posiciona-se os jogadores atrás da linha da bola, não permitindo que o adversário adquira vantagem numérica.
- O grupo: o futsal é um esporte coletivo, portanto, deve ser praticado em grupo. Sempre haverá o jogador mais talentoso, mas não conseguirá fazer tudo sozinho. A equipe deve ser um todo, cada integrante tem importância para o sucesso do grupo.
- Os detalhes: ao planejar a tática, precisamos organizar alguns detalhes técnicos e táticos, visando por um lado beneficiar a construção das jogadas de nossa equipe, e por outro, dificultar as ações do nosso adversário. Detalhes simples, porém, podendo ser decisivos durante o jogo, como: fintas, pé de habilidade, locais estratégicos para uma jogada individual, etc.
A tática é planejada, estudada e organizada, devendo ser compartilhada com todo o grupo. O sentido de cooperação deve ser estimulado entre o grupo.
“Craques vencem algumas partidas, trabalho em equipe ganham campeonatos”. (Michael Jordan)
Aos técnicos, portanto, caberá a função de estimular seus jogadores a pensar.
Postado por vandecofutsal em seu blog.

Detalhes de uma defesa


Detalhes de uma defesa
É isso ai pessoal, mais um post aqui. Dessa vez vou falar sobre uma experiência em relação a defesa, pois observei que muitos técnicos se preocupam em passar coisas sobre as defesas, posturas, linhas de marcação, observei, também, que muitos apenas repetem algo que viram, pegam o conteúdo e repassam, eu já fiz muito isto e aposto que todos um dia fizeram.
Mas aqui eu venho não para falar sobre quem repete ou não repete movimento, vim pra falar sobre uma característica que não vi em nenhum DVD, vídeo, etc. Eu apenas ouvi o Ilustre Marquinhos Xavier (técnico que tenho como referência) falando sobre isto em uma palestra. Isso me fez refletir, repensar um pouco a defesa e começar a observar os comportamentos defensivos de muitas equipes, isso me levou a uma conclusão que, talvez, muitos também já tenham, sendo ela que: Independente da postura, linha ou tipo de marcação, ela somente terá sucesso se você colocar, ou tentar, o pé na bola que está com o adversário. Vocês vão falar “Ah! Isso é óbvio!” sim, é muito óbvio, mas muita gente não observa este detalhe, já assisti a vários treinamentos, participei, mas não ouvi os treinadores colocando isso para os atletas, a importância de tentar por o pé na bola. Pensam sempre em “vou marcar quadrante”, “vou marcar em primeira linha” ai passam, “você fica aqui, ele ali, nesta situação X você faz isso, na situação Y ele faz aquilo”. Não questiono ou falo mal do método de trabalho de ninguém, apensa estou colocando meu ponto de vista que sempre a equipe tem que ter a consciência de “por o pé na bola”.
Se observar eu repeti isso várias vezes já, mas é isso mesmo, eu também faço a mesma coisa nos treinamentos repito insistentemente esta frase, pois eu penso que somente assim poderá ser assimilado pelos atletas. O que eu quero colocar aqui não é o sistema de defesa que será usado é apenas o detalhe a ser inserido em sua defesa. Você pode marcar quadrante, losango, pressão, individual, misto, etc. Que se não tentar colocar o pé na bola, for mais passivo o ataque irá se aproveitar disso, pois terá mais “folga” para pensar as jogadas os passes serão mais precisos, rápidos, porque o atleta sempre terá equilíbrio com a bola e possibilidade de observar o jogo. Quando se coloca, ou tenta colocar, o pé na bola você passa a “incomodar” o adversário, ele começa a ter desequilíbrio, os passes já não são tão precisos assim, pode-se conseguir um desarme em uma bola que saia de um passe “quebrado” e, claro, o desarme na individualidade de quem está colocando o pé na bola.
Enfim, o que pretendo passar é que a defesa realmente tem melhores condições que quebrar a “manipulação” de um ataque quando começa a incomodar os atletas, então é preciso também que eles sofram um “ataque” da defesa, tentando manipular e induzir o ataque a fazer algo que possa se transformar em um erro ofensivo beneficiando nossa defesa. Não quero falar que estou certo ou errado ou que os demais treinadores estejam, porém coloco meu ponto de vista e observei realmente no jogo final de uma competição que isto foi o que fez a diferença. Então segue um abraço a todos e que eu possa ter contribuído, mesmo que pouco.

Postado por Samuel as em seu blog

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Futsal Globalizado

Moramos em um país de tamanho continental e culturalmente obcecado por jogo de bola com os pés como diz Alcides Scaglia, desta forma é normal ter uma quantidade enorme de jogadores e treinadores espalhados por todo o mundo.
Ficou evidenciado na Copa do Mundo de Futsal em 2008 realizado no Brasil a quantidade de jogadores naturalizados por outros países e defendendo sua nova pátria. Tivemos jogadores na Rússia, Japão, Espanha e principalmente na Itália. Ótimos jogadores que mais do que defender esse país ajudaram muito a desenvolver esse esporte indoor. Não devemos julgar os motivos que levam jogadores e treinadores a tomarem essa decisão, mais também olhar por outra ótica: a demanda de jogadores que temos no Brasil, conseguimos formar mais do que uma seleção; o amadorismo com que ainda é tratado o futsal no Brasil faz com que cada um busque sua independência financeira em locais e países diferentes.
Antes tínhamos apenas a Europa como um mercado com maior visibilidade e vantagens para salonistas brasileiros, mas recentemente vemos novos mercados como Japão onde temos jogadores e treinadores como Mário Tateyama estudioso do futsal e treinador neste país. O jogador Cabreúva que era uma figura certa nas convocações da seleção brasileira hoje joga no Kuwait com outros salonistas brasileiros.
Mais dentro deste contexto países da América do Sul ficavam muito para traz, com ligas que não tinham nenhum tipo de visibilidade e com seleções mais frágeis, exceto a seleção Paraguaia que teve em 2007 o técnico Fernando Ferreti como seu treinador e atualmente atuando como coordenador técnico. Recentemente temos o jogador Thiago Negri (olhe) pioneiro no futsal colombiano jogando junto ao melhor jogador colombiano da história Jonh Pinilla abrindo as portas para mais jogadores. Temos também a Liga da Venezuela que acaba de contratar o técnico Celso Marques que dirigiu a seleção brasileira de futebol de salão no Mundial realizado na Colômbia em 2011 e mais dois atletas que fizeram parte deste grupo.
Vemos que nós brasileiros além de aumentar nossa hegemonia dentro do futsal com jogadores e treinadores em todas as partes do mundo, estamos auxiliando no desenvolvimento do esporte em muitos países, mesmo que inconscientemente. Temos essa noção mais clara nas competições e jogos extra-oficial da nossa seleção brasileira.
http://futsalsaindodaprancheta.blogspot.com/

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Treinamento de futsal: Qual o método correto de preparar sua equipe?



Vivemos em uma transição muito benéfica para o esporte. Reconhecimento de novos técnicos no cenário nacional como Paulo Cardoso, Marquinhos Xavier, Perdigão até na seleção há alteração com Marcos “Pipoca” Sorato e Vander Iacovino e temos a confirmação de grandes treinadores como PC Oliveira, Ferreti, Miltinho, Paulinho Gambier, entre outros. Vale salientar que entre todos técnicos existentes cada um tem seu modo de trabalho que não cabe a nós escolher o certo ou errado, mais sim refletir sobre as diferenças e as contribuições que cada uma poderá nos trazer.
Hoje há escritores e técnicos que defendem métodos de treinamentos que na sua concepção acabam tendo maior eficácia para a formação do atleta e por consequência da equipe. Estes métodos são:
-centrado na tática: referem-se a atividades que visam um desenvolvimento do atleta no esporte através do jogo causando imprevisibilidades, situações problemas.
-centrado na técnica: refere-se a uma metodologia de treino que não vai ao interesse do jogar e que principalmente treina as habilidades fora do contexto do jogo.
Partindo do principio que o futsal está cada vez mais dinâmico e as tomadas de decisão tem que ser as mais rápidas e eficientes possíveis, passaria a treinar só através de métodos centrado na tática com jogos reduzidos, condicionados, entre outros. Até porque a isto nos traria situações problemas, traria um maior acervo motor para os atletas, uma melhor leitura do jogo, desta forma ter que tomar as decisões mais eficazes, ou seja, fazer a coisa certa na hora certa.
Já pensando na parte tática do jogo onde uma movimentação, um sistema defensivo, uma manobra de ataque deve ser ensaiada exaustivamente, pois é decisivo hoje nas partidas de futsal, pois há treinadores que tratam o treino destas como “coreografias” (movimentações sem bola) para que os atletas assimilem e minimizem os erros dentro do jogo. Sendo assim será que já não estamos treinando no outro método citado acima o: centrado na técnica?
Qual destes está certo? Existe o certo ou errado no futsal? Qual você utilizaria? Na minha opinião não há o certo ou errado, por certo utilizo os dois, pois quem dará a resposta é a equipe a qual preparamos, está sim vai solicitar através feeling do técnico qual sua necessidade no momento.
Postado por Prof º Esp. Hugo L. A. Arnold
http://futsalsaindodaprancheta.blogspot.com/

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Controle de erros eventuais de expectativa

A expectativa deve ter monitoramento e avaliação perceptiva, não podendo ser a base das estratégias de uma equipe. Realizar um planejamento com base na expectativa ou de retrospecto pode tornar a conclusão da meta algo impossível.
Por este motivo, o desenvolvimento do trabalho deve primar pelo desenvolvimento do atleta proporcionando a ela a segurança necessária para os momentos decisivos.
Desta forma entendo que o Técnico precisa desenvolver seu trabalho com prioridade na melhora da capacidade e autonomia das decisões de jogo.
Esse desenvolvimento pode garantir que eles tomem decisões não-programadas aquelas que recorrem a sua mente criativa e a sua intuição, não se utilizando apenas de suas análises sistemáticas ocasionando um percentual razoável de erros de expectativa, pois como sabemos o Futsal possui exigência dinâmica e muitas vezes recorrem a criatividade como solução de problemas.
O treinamento técnico aprimora o desenvolvimento motor, elevando seus níveis de precisão nos movimentos, execução e velocidade na reação. Exigências físicas importantes e que proporcionam suporte ao nosso sistema como um todo facilitando assim o nosso poder de decidir os caminhos e as ações estratégicas a serem executadas.
Mais não se pode substituir o desenvolvimento intelectual e emocional do atleta por sessões de trabalhos onde somente o desenvolver do corpo é prioridade.
Qual a justificativa para tal preocupação?
No esporte em geral trabalhamos com a certeza (baseada muitas vezes na expectativa), com o risco (percentual de erro e acerto) e nas incertezas (baseado nas ações imprevisíveis).
Analisando cada uma das situações de forma simplificada observamos que:
•Certeza – Consiste na condição que possuímos de preparação para enfrentar nosso adversário, as informações técnicas a respeito do mesmo e as alternativas disponíveis para o enfrentamento.
Deixando a visão passional de lado e buscando as respostas podemos ai sim conhecer as verdadeiras chances que possuímos.
•Riscos – Conhecer a probabilidade de insucesso e o nível de exposição necessário para obter o resultado.
Quais as reais condições do confronto? Assumir responsabilidades extremas pode comprometer o futuro emocional da equipe, levando-a ao descrédito.
•Incertezas – Fatores que não possuímos o controle, desconhecer alguma informação relevante, clima que move o encontro, arbitragem, condições do jogo e porque não as imprevisíveis do adversário.
Quem pode garantir sair de casa e que irá retornar ao final do dia? Como podemos então assegurar sucesso numa disputa, sabendo que a incerteza é parte do desafio no esporte.
Essas são minhas justificativas para o desenvolvimento de trabalhos que possam auxiliar nossos atletas, entendendo que a preparação deve ser em foco no sentido de prepará-lo para agir também num ambiente não previsto e que muda exatamente com a mesma velocidade do jogo.
Sem desprezar em nenhum momento o trabalho técnico, sugiro a inclusão do trabalho emocional e psicológico como forma de minimizar a incerteza e que o objetivo seja exeqüível.

Montagem do plano de jogo

1 – Examinar a Situação
•Da sua equipe;
•Do adversário.

2 – Criar a Estratégia
•Baseando-se nas previsíveis;
•Baseando-se nas possibilidades imprevisíveis.

3 – Avaliar as Estratégias
•Chances de ser conclusa;
•Chances de insucesso.

4 – Implementar e Monitorar
•Seguir a estratégia;
•Ajustar a estratégia;
•Abortar a estratégia.

Dentro da montagem desse plano de jogo desenvolvemos o trabalho técnico e de preparação emocional, ajustando as expectativas e proporcionando maior segurança para redimensionar a estratégia de trabalho logo após o jogo, se necessário.
Postado por Marquinhos Xavier