TAÇA BRASIL SUB-15/2011

TAÇA BRASIL SUB-15/2011
MUITO OBRIGADO OBRIGADO A TODOS!!!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Jogos Pedagógicos – Jogo de Pivô

Caros amigos, venho agora divulgar mais uma atividade pensada com o intuito da reslução de problemas do jogo que serão vivenciados em jogo.

É um jogo no qual a idéia do jogo do pivô (para quem é o “alvo-companheiro”) e da busca do pivô (para quem deve “encontrar” o “alvo-companheiro”) está presente, além da presença de elementos como a transição ofensiva-defensiva, organização tática ofensiva e defensiva, importância de realziar aproximação máxima ao alvo, etc..
A organização desse jogo pode ser obtida a partir de uma estrutura de 3×3+”alvos-companheiros”, sendo que um dos jogadores de cada equipe serão identificados por coletes.

Os jogadores com coletes são os únicos que podem entrar dentro da área exclusiva do “alvo-companheiro”, podendo atrapalhar que a bola chegue ao alvo, dificultando as possibilidades da bola chegar ao objetivo que é o “alvo-companheiro”.
Cada vez que o companheiro que está dentro da sua áera exclusiva receber a bola, marca-se um ponto para a equipe.

A organização de rodízio de coletes e de participação como “alvo-companheiro” pode ser obtida a partir de definição de um determinado tempo – a 5 minutos troca-se quem tem o colete e quem é o “alvo-companheiro”, por exemplo – ou por número de pontos conseguidos. O importante é que a atividade flua, sem que fique sendo parada constantemente para a troca de funções específicos da atividade.



Figura 1 – Estrutura básica da atividade

Deve-se verificar quais vão ser as opções de composição ofensiva das equipes, se o jogador com colete atuará ofensivamente ou preferirá garantir a marcação do “pivô” adversário.

Existe nesse tipo de atividade uma complexidade de decisão muito presente, pois existe com certeza uma vantagem em atacar com 1 jogador a mais, porém o jogador de colete também será mais exigido nas trasições ataque-defesa.
Deve ser obervado, também como coletivamente os outros jogadores atuam auxiliando o jogador de colete nessa sua transição, por exemplo, realizando uma marcação pressão sobre o jogador com bola, impedindo a idéia do “contra-ataque” existente nessa situação.

O jogador designado como “alvo-companheiro” terá a oportunidade de vivenciar ações de desmarque em espaços reduzidos, podendo inclusive ja surgir idéia de giros, ganho de espaços a partir de um “jogo de pernas” com o marcador, bem como o jogador de colete vivenciará a situação de marcar “corpo a corpo” este jogador, observando situações de marcação “pela frente” e “por trás” desse jogador-alvo.
Trata-se de uma atividade rica de possibilidades pedagógicas e que pode por sua vez ser organizada com muitas variações.

Fica aí mais uma atividade.

Postado por vagner cardoso
http://futsalcomovocenuncaviu.blogspot.com

terça-feira, 13 de março de 2012

Utilização do Treinamento para memorização das habilidades motoras

Muito mais do que mesclar volume e intensidade, o treinamento propõe outras variáveis importantes, tais como: mecanização de movimentos, repetição de gestos específicos, ajustes e substituição de movimentos, aprimoramento técnico, entre outros.

É necessário entender que o treinamento esta intimamente ligado a repetição desses movimentos, e por sua vez, ao condicionamento de gestos motores e sensoriais.

Não basta apenas treinar por varias horas, é importante executar estes movimentos de forma correta, criando assim um padrão de movimento e gesto eficiente.

Praticar um movimento ou gesto especifico por varias vezes (repetição) poderá torná-lo memorizado, ou seja, criar um padrão de movimento.

Para Fox estes padrões são chamados de “engramas motores” segundo ele “um engrama é um traço permanente deixado por um estimulo no protoplasma tecidual” diz também que, “este movimento ou gesto depois de memorizado ficara armazenado, e sempre que o individuo desejar realizar, essa determinada habilidade motora particular será “reinterpretada” (replay), reproduzida conforme armazenada”.

Pois bem, com isso a palavra treinamento ganha importância ainda maior, pois não basta apenas treinar, mais realizar o treinamento de forma adequada, a fim de obter padrões de movimentos corretos.

É comum escutarmos todos os dias atletas e treinadores justificando resultados com as seguintes palavras “estamos trabalhando muito, mais não estamos conseguindo os resultados”, pois bem, talvez essa seja uma das explicações, pois muito mais importante do que treinar horas e horas, e treinar de forma eficiente.

Uma finalização a gol, por exemplo, pode ser treinada de forma desajustada, levando o atleta a ser perfeito em sua imperfeição, quem nunca viu aquele atleta treinar finalizações a gol sem o mínimo de concentração e preocupação com os movimentos corretos? É normal vermos todos os dias o atleta muito mais preocupado com a força em que vai finalizar e com a potência do seu chute, do que com a direção que a bola ira percorrer. Por esse motivo acerta sempre o mesmo lugar, mais fora do alvo (gol), ele adquiriu um padrão motor (engrama) incorreto e sempre que acionar este padrão ira realizá-lo incorretamente tal como armazenado em seu cérebro.

Quando isso ocorre, existe a necessidade de um “realinhamento”, ou seja, uma substituição do padrão anterior, este realinhamento se transformara em uma memória motora para essa habilidade especial.

Esse realinhamento (correção) poderá ser acionado com um estimulo apropriado e utilizado imediatamente sempre que necessário.

Para ilustrar esta teoria vamos imaginar agora que em nosso cérebro existissem varias gavetas, como aqueles velhos arquivos de escritórios, e em cada um deles existissem uma tarefa armazenada.

Sempre que enviamos uma mensagem ao nosso cérebro solicitando determinada função, ele ira recorrer ao seu arquivo, e lá encontrara (ou não) a função desejada.

Se este movimento estiver arquivado de forma correta, a probabilidade de acerto é garantida, já ao contrario será reproduzida sem êxito.

É importante saber que esse mecanismo funciona da seguinte forma: “os proprioceptores envolvidos na tarefa enviam uma mensagem ao SNC (sistema nervoso central). Então o “engrama” estocado é utilizado como modelo”.

Estes “engramas” uma vez aprendidos e armazenados poderão ser utilizados sempre que necessários.

Segundo Fox “Se e quando ocorrem desvio em relação ao engrama armazenado uma correção é feita graças à liberação de sinais motores adicionais pelo córtex motor, de acordo com o que é lhe comunicado pelo cerebelo”.

O que nos remete a entender que podemos fazer pequenos ajustes nesses padrões, que garantam a eficiência da tarefa proposta.

E como conclusão final deste artigo é importante analisar o treinamento como um trabalho constante de correção, um movimento ou gesto uma vez aprendido de forma correta poderá garantir o sucesso de sua equipe em uma partida.

Prof. Esp. Marquinhos Xavier

O assunto é interessante e complexo, para saber mais consulte a bibliografia:



The Physiological Basis of Physical Educattion and Athletics

“Bases Fisiológicas da Educação Física e dos Desportos”

Edward L. Fox, Richard W. Bowers e Merle L. Foss

Editora Guanabara Koogan S.A / Rio de Janeiro-RJ

sexta-feira, 9 de março de 2012

Organização das Estruturas Metodológicas do Treinamento

Organograma dos Sistemas: Marcação/Movimentação/Contra-ataque



Na organização do organograma dos sistemas abaixo, destaco o que em minha opinião merece destaque na organização das estruturas das sessões de treinamento.

Através de algumas analises estatística e por intermédio de experiência prática do dia-a-dia de trabalho, venho observando que este esquema atende com extrema eficiência minhas necessidades na elaboração de meus planejamentos, sendo assim gostaria de compartilhar este organograma e apresentar “minha visão” em relação há estes sistemas:

Em destaque dentro do organograma os sistemas de Marcação, Movimentação e os Contra-ataques, acredito que estes três sistemas podem ser definidos como “Inicio, Meio e Finalidade”.

Abordei de forma objetiva os sistemas de Marcação e Contra-ataque por entender que os mesmos são exaustivamente destacados nas literaturas, de qualquer forma farei minhas observações em relação a cada item:

 MARCAÇÃO:

• Recuperação da posse de bola – disponibilizar recursos táticos com objetivo de obter (recuperar) a posse de bola.

Recursos táticos como sistemas de marcação coletiva e individual, delimitações dos setores de marcação (linhas e zonas), com utilização de vantagem e também em desvantagens numéricas (gol linha e expulsões), ações voluntárias e involuntárias de acordo com circunstancias do jogo (em vantagem e em desvantagem no placar).



 CONTRA-ATAQUE:

• Definição / Conclusão – disponibilizar recursos técnicos e táticos com objetivo de aprimorar e potencializar as investidas ao ataque, encerrando este ciclo com velocidade e finalizações ao gol.

Os esforços devem ser concentrados em executar os contra-ataques em máxima velocidade e precisão (selecionar passes e passagens dos homens sem bola), desenvolver percepção dos espaços a serem explorados (nas finalizações e nas ações individuais “dribles”), buscar aprimoramento individual (1x0 ação contra o goleiro / finalizações ao gol / passes de “segundo pau”).



De forma proposital escolhi deixar por ultimo o tópico que considero o mais importante e que abordei com mais especificidade por se tratar da minha linha de trabalho, pois acredito que a Movimentação esta intimamente ligada a Criatividade, além é claro de elementos técnicos também presentes nos outros sistemas acima citados.

Ao longo de meu trabalho venho desenvolvendo pesquisas e treinamentos que preconizem o desenvolvimento dos aspectos criativos do atleta como forma de manter a essência do Futsal Brasileiro, por este motivo todos os meus esforços tem sido em buscar ferramentas que auxiliem nossos atletas na manutenção deste diferencial.

Ao abordar a seguir os elementos do organograma relacionados a Movimentação, gostaria de não me privar e expor alguns tópicos que fundamentem minhas conclusões.

Precisamos entender que os atuais modelos de treinamento devem preconizar a criatividade e o poder de realizar coisas novas, não apenas repetir o que já existe.

 MOVIMENTAÇÃO:

• Passe – Sem dúvida este é o fundamento primário do futsal, um atleta deve sempre buscar a perfeição do seu passe, uma seqüência de passes em deslocamento pode ser definida como movimentação, por sua vez esta movimentação de forma organizada e pré-estabelecida poderá ser definida como (padrão ou manobra). Cujo principal objetivo e facilitar o entendimento entre os membros da equipe, dificultando ao adversário a recuperação da posse de bola.

o Critérios de Seleção – A responsabilidade em estar com a bola aumenta na medida em que necessitamos nos deslocar a fim de dificultar a recuperação da posse de bola pelo adversário, outro aspecto importante são os critérios de seleção do passe, ou seja, identificar os momentos corretos para transferir esta responsabilidade.

Alguns cuidados devem ser trabalhados para evitar riscos e comprometer o sistema defensivo da equipe, cuidados como: ansiedade, pressão do adversário, desorganização da equipe, utilização dos fundamentos (passe rasteiro, meia altura, alto/ fraco, forte / curta, média, longa distancia).

o Aprimoramento dos fundamentos básicos – evidentemente esta questão requer uma atenção especial, pois o aprimoramento técnico dos fundamentos formam a base de todo o trabalho tático de uma equipe, sendo assim, necessitamos organizar nossos planejamentos de trabalho dando ênfase ao aprimoramento dos fundamentos (passe, recepção, finalização, condução de bola, etc...).



• Criatividade – Diria que esta é a espinha dorsal de meu trabalho, melhor dizendo, de minha linha de trabalho, pois esta esta relacionada à busca e o desenvolvimento da criatividade do atleta, por este motivo venho desenvolvendo atividades e esquematizando uma estrutura funcional de treinamentos que facilitem o entendimento e o funcionamento eficiente destas questões.

Segundo Conrado Schlochauer sócio-diretor do Laboratório de Negócios SSJ em São Paulo, que aposta na inovação como verdadeiro impulsionador do aprendizado “Sem uma busca ativa por novas idéias, os caminhos serão sempre os mesmos” comenta ainda que “A tendência do ser humano é buscar fatos e informações já conhecidos porque, com isso, economizamos energia. E isso é neurológico” o que esquecemos é que se não utilizarmos outros caminhos as respostas serão sempre iguais, facilitando a prevenção de nossas ações por parte dos nossos adversários.

Existem razões de sobra pra entendermos a importância do desenvolvimento criativo no ser humano, pois é justamente a capacidade criativa que acaba nos tirando de situações de adversidade, principalmente no futsal, um esporte que exige muita destreza. Nosso desafio é preparar nossos atletas para livrá-los de sistemas de marcação precisos, adversários qualificados, desvantagens entre outras situações.

o Ações Inovadoras – Embora pareçam à mesma coisa, as diferenças são significativas, possuímos como brasileiros o dom de sermos criativos, mais necessitamos também sermos inovadores e isso requer muito trabalho e dedicação, para Bob Wollheim “Inovar requer trabalho, pensar muito, quebrar regras e padrões, não se prender ao que já foi feito ou a modelos que já existem e criar tudo novo” segundo ele “Quem souber pensar à frente do resto do mundo – e agir dessa maneira – terá a capacidade de crescer e progredir. Quem por outro lado ficar a margem desse processo ficará à margem do processo e da renda”.

São depoimentos de consultores executivos bem sucedidos que servem de bons exemplos para nós desportistas, pois o que ocorre no mundo dos negócios se aplica em nossas vidas esportivas e vice-versa.

Por isso não podemos deixar para resolver nossos problemas no exato momento em que eles ocorrem, necessitamos ter organização e principalmente discernimento para encontrarmos novos caminhos para driblar os caminhos já conhecido por todos.

Prof. Marcos Xavier de Andrade

quinta-feira, 1 de março de 2012

A SOLIDÃO DO TREINADOR



Uma partida muito importante em sua vida está por começar.Sua equipe treinou muito para este momento.Você estudou tudo sobre o adversário e este é o jogo decisivo que lhe dará a passagem até a vaga, no momento mais importante da competição.Todos os que estão em volta lhe observam,comentam suas decisões sobre o que deveria ser feito sobre a preparação e escalação da equipe.Sua torcida e diretores estão ansiosos por este dia e pelo resultado da partida,Sua mãe ,esposa,filhos,pais e amigos rezam e torcem incondicionalmente por você.O grande dia chegou e a hora da partida também.
Sua equipe já está aquecendo em quadra, a arquibancada do ginásio de esportes está lotada.Todos lhe observam enigmáticos como se quisessem lhe dizer,mudar algo em sua equipe antes do grande momento.Eles acham ,pelos olhares lançados,você inseguro demais ou calmo demais ou nervoso demais ou calado demais,enfim, se perguntam,embora sem emitir uma só palavra, se você é exatamente a pessoa certa no lugar certo,se vai dar conta do recado.
Você no banco e a seu lado, os companheiros de sempre, o médico, o massagista, o supervisor ultimando os detalhes da súmula.Seu diretor nervoso,o auxiliar técnico e o preparador físico voltando de dentro das quatro linhas após encerrar o aquecimento da equipe.A arbitragem se coloca,a mesa zera o cronometro e a partida vai começar.
Você Treinador como se pudesse parar o relógio do tempo, diz:
S T O P !!!!!! Parem tudo !!!!!!.
Todos no ginásio param e lhe observam.Você pergunta a cada uma das pessoas,desde seus companheiros e diretores até o último torcedor,inclusive seus atletas: Quanto você pagaria pelo meu lugar no banco.?????.Esta pessoa sentaria no meu lugar,com plenos poderes para mudar tudo,antes e durante a partida.Bastaria pagar por isto e você Treinador iria para arquibancada ver o jogo como torcedor,diretor,jornalista,curioso,sem nenhum compromisso,só o de se divertir ,xingar,criticar,berrar.
Aí, eu lhe pergunto: Sabe quantos comprariam seu lugar???
N I N G U É M !!!!!
Por ninguém é valente o suficiente para trocar de lugar com você naquele momento. Ainda que nada pagasse.
Moral da história: Seja você mesmo,com suas valentias,seus temores,dúvidas e virtudes.Prove a todo mundo que suas idéias na preparação do jogo eram as mais adequadas, por que você e sua comissão técnica é que estão ali no dia a dia com a equipe.Erre e acerte com sua vontade e sua determinação ,aprendendo cada lição que os jogos lhe ensinam.
Porque naquele momento, que o jogo está por começar, e durante a própria partida é solidão quase total e as pessoas em volta só vão saber algum tempo depois o que você já sabia alguns segundos,minutos antes.Só conseguirão reagir a sua reação, tomada instantes antes.Pense nisso e até breve.
Prof. Fernando Ferretti

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Jogar sem Bola...

Pode parecer um paradoxo, mas apesar de ser a bola o elemento mais importante num jogo de Futsal, a verdade é que na minha opinião as equipas mais fortes são aquelas que sabem jogar melhor sem bola... confuso?! Então vejamos, durante um jogo existem dez atletas e uma bola, o quer dizer que quando um atleta tem a bola na sua posse os outros nove não a têm, certo?

Ora, assim sendo, creio então devemos dar uma maior incidência nos treinos aos comportamentos individuais e colectivos dos momentos em que os atletas não têm a bola em seu poder, seja a defender, mas principalmente a atacar (Ex: movimentações, coberturas, apoios, etc) pois na realidade se contabilizarmos individualmente o tempo que cada atleta passa com a bola em seu poder, este não chegará seguramente aos 3 minutos, isto quando um jogo tem no mínimo 40 minutos... ou seja, se calhar é mais importante treinar os 37 minutos em que o atleta está sem bola do que os outros 3 minutos em que a tem...

Contudo e obviamente, não podemos deixar de trabalhar os momentos em que o atleta tem a bola (muito pelo contrário), pois o passe, a recepção, o remate, o drible, etc, são a essência do jogo e é inclusive nestes momentos, que os atletas fazem a diferença e alcançam o objectivo real do jogo, o golo, no entanto, creio que os treinadores dão sempre mais importância a este factor, esquecendo-se realmente que na maioria do tempo o atleta está sem bola, e creio que é aqui que reside verdadeiramente a diferença das melhores equipas em relação às outras...

Posto isto, chegamos a outra conclusão muito importante, é que para jogar bem "sem bola" é necessário saber a ler bem o jogo, de forma a antecipar as várias movimentações quer dos adversários, quer dos companheiros, e para isso o atleta tem que estar permanentemente a pensar durante todos os momentos do jogo, sendo que os mais inteligentes têm mais possibilidades de sucesso (apesar que isto também se treina), levando-nos então a uma constatação também paradoxal, é que ao contrário do que se pensa e diz, o Futsal não se joga com os pés... mas sim com a cabeça!

Pensem nisto...
Abraço
Pedro Silva
http://www.futsal-coach.blogspot.com

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Futsal: Intoxicação Técnica
Futsal: Intoxicação Técnica

A modalidade de futsal por ser tão praticada no Brasil e na sua forma jogada ser de aspectos motores comuns ao futebol vem tendo um crescimento contínuo e vertiginoso de espectadores e investidores, os quais o tornam cada vez mais qualificado quando estes despendem seus recursos financeiros na contratação de profissionais (jogadores e comissão técnica) de maior qualidades e preparação. Percebe-se atualmente, em virtude da dinâmica econômica mundial a volta de atletas brasileiros que trabalhavam no mercado europeu, sabidamente Espanha, Portugal e Itália, migrando para outros mercados em destaque o retornando ao seu país de origem, tornando as competições mais qualificadas, trazendo conhecimento diversos das diversas áreas do desporto coletivo apresentados no mercado europeu.
Ainda que haja um verdadeiro avanço de qualidade dos profissionais envolvidos no processo de treinamento da modalidade, sejam estes jogadores e comissão técnica, é vagaroso e pequeno e o volume de estudos centrados na modalidade de futsal no Brasil que somado a ausência de eventos que possibilitem a troca de conhecimentos acerca das esferas constituintes da modalidade, permanece restrito a um pequeno número de pessoas, dificultando o crescimento qualitativo da modalidade esportiva como visto em países europeus e outras modalidades. Souza 2002, Barbero 2002, citado por Braz (2006, p. 13) esclarece que “(...) apesar de integrado no conjunto das modalidades que constituem os JDC, o Futsal ainda não possui lugar de destaque na pesquisa científica, ao invés do Futebol, Basquetebol, Andebol, Voleibol.”
Visto, por muitos anos, como futebol de dimensões reduzidas por existir constrangimentos de tempo e espaço, a modalidade adquire por algum tempo um caráter reducionista em todas as suas esferas profissionais, centrando no treinamento com bola, executado pelos treinadores uma exacerbação da execução técnica perfeita na sua práxis e modelação de treino.
O mecanicismo presente nas aulas de educação física, oriunda das escolas militaristas historicamente implantadas no Brasil, forjou profissionais e atletas orientados ao engessamento de sua criatividade e anulação de sua racionalização sobre o jogo e seus intervenientes constantes. A intoxicação técnica no ensino do jogo, como cita BRAZ (2006, p.14) promovida pelos agentes pedagógicos do treino, a falta de intercâmbio de conhecimentos teóricos e práticos, a quase ausência de estudos superiores no Brasil realizados sobre a complexidade da modalidade e o sobre o grande tema Jogos Desportivos Coletivos, fez com que o nível técnico dos atletas no Brasil aumentasse, a qualidade dos jogos decaíssem, e as seleções fossem povoadas por atletas que atuam fora do Brasil devido estarem cotidianamente inseridos em um ambiente de treino complexo e dotado de situações que os tornem capaz de resolver os problemas do jogo.
O selecionador espanhol Lozano Cid, considerado um dos melhores treinadores de futsal do mundo referindo aos jogadores espanhóis cita que “(...) os jogadores espanhóis usam a cabeça durante o tempo todo e raramente apresentam as mesmas soluções – nem que se encontrem em situações similares” e ratifica seu pensamento quando afirma que “ (...) o controlo da bola é importante mas tomar decisões de forma rápida é mais importante”.
Postado por cienciadofutsal.
Daniel Junior

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

SUGESTÕES DE CONTEÚDO NAS DIFERENTES CATEGORIAS COMPETITIVAS

Uma das maiores dificuldades que os treinadores de professores de Futsal encontram, é formatar os conteúdos de acordo com a faixa etária(categoria) do atleta.Sempre cabe a dúvida de qual assunto desenvolver, em cada categoria competitiva.Outro tema importante a considerar, é a individualidade técnica de cada aprendiz.A capacidade técnica do atleta é determinante para o bom funcionamento tático (interação do grupo chamado plantel)da equipe.
Tomando por base, os fundamentos táticos, base do atleta bem formado, passamos a sugerir alguns conteúdos de acordo com a faixa etária.

DEFESA:

Iniciação ao Sub-09

- Aprendizado da marcação individual- quem acompanha quem na hora de defender.
- Princípios do conceito de cobertura- Estar atento no companheiro que é driblado.
- Marcação de bolas paradas(falta, lateral, escanteio, e saída de centro)- Estar sempre que possível, atrás da linha da bola.

Sub-11 ao Sub-13

- Cobertura por setores- O atleta marca o seu e já está pendente do espaço do companheiro adjacente.
- Identificação do último homem- É o inicio da percepção do quanto é importante atacar pensando em defender.
- Bolas Paradas - Saber se colocar para defender as diversas jogadas de bola parada do adversário.
- Identificar as linhas de defesa de acordo com a linha da bola.

Sub-15 ao Juvenil

- Aperfeiçoamento do sentido de cobertura (quem cobre quem de acordo com os setores vulneráveis)
- Saber que as linhas se alteram constantemente, de acordo com o ataque adversário, e que se deve sempre buscar o equilíbrio suficiente para tentar desarmar o adversário nos diferentes espaços de quadra.

ATAQUE:

Iniciação ao Sub-09

- Noções de tempo e espaço
- Diferentes tipos de passe
- Não especializar nas diversas posições de quadra
- Jogadas combinadas com poucos tempos de execução

Sub-11 ao Sub-13

- Especializar nas diversas posições sabendo que o Futsal é dinâmico e exige do atleta conhecimento dos diversos espaços de quadra e das posições que ocupam
- Os diversos posicionamentos em relação aos companheiros e adversários.
- Sistemas de ataque pouco complexos(jogar com pivô- quando se mete a bola, quem é que passa, a que tempo e quem se preocupa em cobrir.)

Sub-15 ao Juvenil

- São reconhecidos pela sua qualidade em determinada posição. Mas reúnem informações para identificar o básico de todas elas. Por exemplo:
Um pivô quando é obrigado a estar de beque, sabe alguns conceitos que ajudam a não comprometer a defesa(Futsal é dinâmico).
- Sistemas de ataque e defesa mais complexos. Conhecimento dos diferentes Tempos de ataque que sempre estará de acordo com a defesa adversaria
- Ler e entender o jogo, principalmente o do adversário.

É claro que todo conteúdo vai se modulando de acordo com o tempo e com a vivência do profissional que comanda os treinamentos. Ensinar nosso atleta a raciocinar sobre o jogo, é básico. É o tal conteúdo cognitivo, aquilo que a gente vai botando para dentro da cabeça do atleta, a medida que vamos aperfeiçoando sua técnica.Uma variante não caminha sem a outra.

E você, gentil visitante do nosso blog,o que acha ? Está de acordo? Comente este conteúdo e conte sua experiência.
Até breve!!!
Fernando Ferretti